O Culturanja número ZERO está no ar! Este é o programa "bootleg", ainda sem trilha e que acabou não sendo transmitido na rádio. Os outros já estão com transmissões respectivamente agendadas para as Terças, as 22h, e Sábados, as 19h na Rádio Universitária Paranaense, 107,7 FM, dominando todos os "radinhos" em Umuarama e região!
No programa número zero trouxemos toda a ferrugem de Nevilton de Alencar (que não apresentava um programa de rádio desde 2002) e a timidez (ou falta de) de Tiago "Lobão" Inforzato, com informações bacanas e muuuuuita musica boa! Tem Blur, Echo and The Bunnymen, Ecos Falsos, Justice, Jackson Five, Hospital Doors, Jupiter Maçã, Robert Plant e Poléxia!
Não sei se isso acontece com vocês... mas, vira e mexe eu fico com vontade de ter uma camiseta e não acho aquela estampa que queria. As vezes porque é de uma banda "estranha" ao repertório do pessoal da lojinha perto de casa, as vezes porque a estampa não tem pé nem cabeça, no fundo nem se sabe porque eu estava pensando nela, mas gostaria de tê-la daquele jeito. Comigo sempre acontece, e para não ficar reclamando das coisas, fui atrás de aprender a fazer estampas, e adaptar a algo próximo do desejado! :D Se você procuraralgo a respeito, verá que não é difícil! E no caso de achar difícil, nada impede de experimentar fazer de outra maneira, não é mesmo!? Aqui descrevo como fiz uma blusinha do Velvet Underground. Tudo bem simples, espero que gostem!
Materiais Utilizados:
- Uma Placa de Isopor
Para esticar a camiseta e não deixar vazar tinta para a parte de trás.
Tem gente que usa estêncil, moldes em chapas de radiografias, em capas de pasta ou outras superficies duras... Esta eu fiz com adesivo, pela praticidade de colar e evitar vazamento pelos lados das letras, para poder usar um tipo de fonte especifica na estampa e porque foi barato fazer o adesivo! (ser low cost, no caso aqui é importantíssima! hahahaha)
- Tinta Branca para tecido... pintei algumas vezes, depois pintei de laranja também! hahahah
Passos:
Pelo menos para a estampa que eu fiz, era importante deixar a superficie o bastante lisa, então vesti a camiseta em um pedaço da placa de isopor, assim ela ficou relativamente esticada e com o lado de trás protegido de qualquer vazamento. Depois colei o adesivo onde desejava ter a estampa. Para achar o ponto ideal é legal vestir e olhar no espelho, ou pedir para alguem vestir para poder ver de longe. Depois é só ter carinho com a tinta e pintar algumas vezes até a estampa chegar a espessura que você quer... nessa camiseta, comecei pintando de branco algumas vezes, depois passei alaranjado. Foi mais fácil para pegar depois que ja tinha um fundo branco, e os vazamentos do branco deram um efeito do tipo borda.
Coloquei aqui as fotos dos passos... Ah é!!! Esqueci de tirar uma foto quando passei a tinta laranja! hahahaha... mas é quase igual a branca, né!? rsrsrs
Ai vai um video do Justice que pode te trazer muitas ideias de como pirar na sua estampa!!!
Você pode ler mais a respeito no site da Melissa Flicton, ou nessa comunidade d'Orkut... ou ainda, se estiver bem animado(a), encare estas técnicas aqui. Só não esqueça de nos enviar uma foto da sua camiseta!!! :D
A preocupação com a preservação da cultura e folclore nacionais não é nova. Em 1917, o grande Monteiro Lobato, criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo, publicou uma pesquisa no Estadinho (apelido carinhoso da edição vespertina d’O Estado de São Paulo) e pediu para seus leitores lhe enviarem relatos de experiências com o Saci-Pererê. Para tanto era só enviar uma carta com o seguinte questionário respondido: Como o leitor havia descoberto o mito? Como é a crença nele nos dias atuais? E quais experiências passadas pessoalmente ou ouvidas o leitor poderia contar?
O resultado desta enquête foi o livro Saci-Pererê, O Resultado de um Inquérito, publicado no ano seguinte (1918), com quase 300 páginas cheias de histórias do endiabrado 'muleque perereca'. Alguns o descrevem como um demoniozinho feioso, alguns como um moleque sacana e perneta. Com gorro, com ou sem rabo, não importa, o que vale mesmo são as deliciosas histórias do tinhosinho sendo trazidas do esquecimento para a realidade.
A Primeira Guerra Mundial estava em seu ápice em 1918, e Lobato usa essa obra para questionar o conceito de civilização nos moldes franceses que as elites brasileiras insistiam em reproduzir. Ele demonstrava a necessidade de se aprofundar os estudos sobre as lendas, crendices e costumes brasileiros, para que pudéssemos conhecer mais sobre nossa cultura.
A tiragem inicial do livro foi de dois mil exemplares, bancados pelo próprio Lobato que assina o livro sob o pseudônimo de Um Demonólogo Amador. Para ajudar nas despesas o escritor colocou anúncios especialmente desenhados com o tema Saci-Pererê pelo cartunista João Paulo Lemmo Lemmi, também chamado de Voltolino.
Capa da edição original de 1918, a mesma da edição fac-similar de 1998. Em ambas o grande atrativo é a 'graphia' no português da época.
De conteúdo simples de se ler, com um tema apaixonante e uma linguagem que varia conforme o grau de instrução de quem escreve cada história, o livro é um prato cheio para quem procura bons momentos de conhecimento e prazer. Inclusive existem lindíssimas passagens escritas com a linguagem do matuto iletrado do interior, que são nada menos do que tesouros da nossa língua. Ainda mais se, assim como eu, você também ouvia essas histórias quando pequeno.
Inclusive esta obra não constava na bibliografia oficial de Monteiro Lobato, que ironizou o fato de sua estréia literária ocorrer por meio de uma obra não-assinada, pois ele só organizou material de terceiros. Até que em 1998, a Fundação Banco do Brasil e a Odebrecht publicaram uma edição fac-similar, ou seja, idêntica à original, de cinco mil exemplares para serem distribuídas à bibliotecas. Infelizmente esta edição está fora do comércio. Mas não fiquem tristes, pois a Editora Globo, no início de 2008, publicou uma edição revisada e atualizada desta jóia do folclore nacional.
Capa da edicão de 2008, pela Editora Globo.
Independende de qual versão você conseguir, não perca a chance e agarre o seu. É imperdível.
Chore, ria, sinta... Bela dica pra quem procura uma inspiração
Depois de muito tempo sem passar por aqui, resolvi dar uma desenferrujada na cabeça e novamente interagir nesse espaço que defino como "uma reunião cibernética de idéias entre amigos". Para isso, sentei na frente do computador e fiquei esperando algo vir à cabeça, mas nada vinha. Pensei em política, religião, sexo, cinema... Então resolvi ligar um som pra ver se algo espetacular me aparecia. Deixei a música rolando e quem escolhia o que eu ia ouvir era meu Winamp.
De repente, comecei a escutar uma música que há tempos não ouvia. Mal começou a introdução, já abri um sorrisinho no rosto e comecei a cantarolar alegremente num dia em que para mim nada parecia ter mais jeito. Isso já aconteceu com vocês? Ouvir uma música e por alguma razão ficar surpreendentemente feliz? Lembrar de coisas, pessoas, situações e até de cheiros? Pois é, aí não teve jeito, decidi escrever sobre o CD dessa banda que, na minha humilde opinião, é um achado na boa e velha Maringá: “A Inimitável Fábrica de Jipes”.
A Inimitável Fábrica de Jipes
Como uma verdadeira fábrica de construir letras, criar sons e misturar elementos, a banda faz com que suas músicas cheguem embaladinhas às nossas casas e o melhor, sem defeito de fabricação.
Foi em 2002 que tudo começou (e me lembro como se fosse ontem, quando saía da minha casa, andava mais de 3 km a pé, só para ver constantemente a “Inimitável” tocar no antigo “Asterisco”). Em 2005, em meio a shows com bandas renomadas e participação em conceituados festivais de música, como o Femucic, a banda lançou seu primeiro CD: “O Dia em Que Seremos Todos Felizes!”. Depois dele, várias portas se abriram e a possibilidade de tocar no exterior apareceu, um marco para a banda maringaense.
Primeiro disco da banda, lançado em 2006
Mas como toda grande fábrica tem seus altos e baixos, a banda que também passou por trovões e tempestades, agora vê novamente o sol com o CD “Canções despedaçadas para juntar os cacos” (algo que aguardei ansiosamente por um tempão e que foi lançado no final do ano passado). O álbum emociona do começo ao fim. São 11 faixas a começar por uma declaração arrepiante de Carlos Pacheco e cai como um soco no estômago dos corações apaixonados; um poema feito na hora sem ensaios ou cortes. Além disso, com exceção da faixa 6, “Walking on the City” (do escritor e dramaturgo Mario Bortolotto, aclamado pelo filme “Nossa Vida Não Cabe Num Opala”), todas as letras do disco foram adaptadas do livro “Poesiacusticodinâmica”, de Rafael Souza, vocalista e guitarrista da banda.
Aliás, outro fato que chama atenção é que o CD inteiro foi gravado apenas por duas pessoas: pelo Rafael (que além das guitarras e da voz, também gravou os baixos) e por Igor Grande, baterista da Inimitável. Hoje, além dos dois músicos, a “Inimitável Fábrica de Jipes” conta com Ricardo Herrera (baixo) e Fernando Durán (guitarra e vocais).
Pouco tempo antes do lançamento do “Canções despedaçadas...”, os meninos tocaram no festival “Paraíso do Rock”, junto com os catarinenses do Aerocirco e dos paranaenses do Terminal Guadalupe e do Nevilton. Na ocasião, o público aqui da região pode sentir a energia de um show dessa fábrica de fazer música boa.
Quem ainda não conhece, pode acessar www.inimitavel.com. Lá, além de todas as músicas (com destaque para “Síndrome de Estocolmo”, “Nós em Nós” e “Walking on the City”, música que me fez abrir o tal sorrisinho e serviu de inspiração para que eu escrevesse este texto) vocês ainda encontram faixas bônus, vídeos, agenda e entrevistas com a banda.
Há exatamente 221 anos, no dia 22 de fevereiro de 1788, nascia o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, em Danzig na Prússia (Gdansk, na atual Polônia). É claro que depois de 2 séculos ninguém lembraria de seu nome se ele não tivesse sido imortalizado como um dos principais filósofos do século XIX.
Conhecido pelo seu pessimismo, Schopenhauer foi um ser pouco sociável, alegava preferir a companhia de cães à humanos, e nunca se casou. “A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais”, dizia.
Em sua Magnum Opus ( do latim, Grande Obra), cuja primeira edição foi publicada em 1819, “O mundo como vontade e como representação” , Schopenhauer enfatiza suas idéias a respeito de como somos movidos por nossas vontades e como nossa visão , ou “representação” de mundo, não passa de um reflexo do que realmente somos. Ao que ele chama de nossa Vontade, atribuiu o valor de força fundamental da natureza, e base da conduta humana, onde os nossos desejos físicos, espirituais e sexuais jamais são satisfeitos. Sendo, portanto, considerada a fonte de todos os nossos sofrimentos.
"A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar."
Schopenhauer considera o viver como um eterno ir e vir entre a dor e o tédio, pois quando nossa vontade é saciada, nos causa tédio, e logo depois a vontade volta ao seu posto de falta. Uma das formas apontadas por ele, para se afastar da Vontade, foi a Arte, pois esta permite que os homens olhem a vida de fora, e contemplem o mundo sem serem afetados pelas paixões individuais; Assim ficaríamos livres do sofrimento.. pelo menos por um instante.
Para o filósofo o reconhecimento veio somente nos seus últimos anos de vida, quando publicou em 1851, a obra “Parerga e Paralipomena”, que é um enorme tratado filosófico sobre vários assuntos. Sua fama era tão grande nesse período que chegou a ser publicada num jornal local a notícia de um ferimento que ele havia feito na testa.
Com toda amargura e solidão, Schopenhauer nos deixou sua genialidade impressa em suas obras, ao alcance dos que estiverem dispostos a penetrar nessa visão excêntrica sobre os mais variados temas da existência humana. Morreu no dia 21 de setembro de 1860, em Frankfurt, aos 72 anos de idade.
Hoje é um dia feliz para os fãs de Steven Patrick Morrissey, que após três anos lançou mundialmente mais um sempre esperado álbum novo. É claro que durante esse período ele não esteve sumido, houveram shows, houveram singles e tudo culminou no discão Years of Refusal, onde o rapaz acertou a mão. Canções bem feitinhas (como tem sido a regra dos últimos 3 discos), bem tocadas, bem gravadas (os timbres dos instrumentos estão uma delícia), as letras continuam sarcásticas (como manda o figurino do humor britânico), e a grande diferença para os outros álbuns é que este aqui tem muito mais dos bons rocks rápidos e sem frescuras do que baladas choronas.
É com um “Eu to muito bem” que Moz entra em cena, na primeira canção do disco, que se chama Something is Squeezing My Skull. Ele canta o incômodo que é esse mundão de hoje, a falta de atitudes sinceras, a falta de amor e amizades de verdade que deixam as pessoas tão perdidas, derrotadas e apáticas, que só apelando pra ajuda de remédio tarja preta se consegue sobrevier. E é com um “Não me dê mais disso, você jurou que não me daria mais!!!” agoniado que Morrissey, devidamente acompanhado pela banda numa pegada de gente grande, encerra a canção. E é nessa tônica de “sacode a poeira, dá a volta por cima” que o disco se desenvolve.
"Algo espremendo meu crânio"
Mama, Lay Softly On The Riverbed e Black Cloud, faixas 02 e 03 respectivamente, Morrissey continua cantando os dramas do mundo e os amores impossíveis ou inviáveis, porém sempre com um visão um tanto mais ácida do que o convencional. Com atenção especial ao refrão “pegajoso” da faixa 02.
Agora chegamos ao ponto alto do disco: I'm Throwing My Arms Around Paris(faixa 04) e All You Need Is Me(faixa 05) são canções perfeitas. Ambas bem construídas com letra e música bem caprichadas, desenbocando em refrões super vivos como: “I’m throwing my arms around / around Paris because / only stone and steel accept my love” e “You don't like me but you love me / Either way you're wrong / You're gonna miss me when I'm gone”. Irretocáveis.
"Abraçando Paris...bateristas voadores e guitarristas com clarineta. Diversidade"
Ahá! A comentada foto do encarte do single de "I'm Throwing my arms..." Depositem suas piadas nos 'comentários' deste post.
Depois de cantar junto durante duas faixas inteiras, damos uma respiradinha na quase estraga prazeres, à la mariachi, When I Last Spoke to Carol(faixa 06), que mal se acaba e já é retrucada por um som de filme de terror, que anuncia outra grande canção deste disco: That’s How People Grow Up(Faixa 07). E, como sempre, a filosofia morriseyniana vem à tona a todo vapor: É hora de parar de gastar a vida com bobagens, é hora de tomar providências, afinal, cara no muro, desiluzões de todos os gêneros e acidentes acontecem mas é assim que as pessoas crescem.
Falar sobre a fragilidade dos romances em One Day Goodbye Will Be Farewell(faixa 08), que é um outro quase erro com pitadas mariachi, Moz anuncia as próximas duas faixas, as únicas duas baladas do disco. It's Not Your Birthday Anymore(faixa 09) começa bem tranqüila, com direito a bateria eletrônica de leve, mas cresce num refrão grandioso, com muita guitarra e um Morrissey agitando o topete nas alturas com os vocais (It's not your birthday anymore / There's no need to be kind to you / And the will to see you smile and belong has now gone). Um refrão pode comover aqueles corações que estão seguindo para o adeus.
You Were Good in Your Time(faixa 10) é uma baladona completa, vocal cheio de reverb, bateria no chão, instrumental rico (violinos, violões de nylon), dando aquele ar “Roberto Carlos finais de 70” ou ainda os festivais “Eurovision” da mesma época. Essa canção ainda tem uma sonorização de fundo que me faz imaginar alguém dentro de um táxi, num dia chuvoso, indo pro aeroporto ou voltando de um velório (obviamente melancólico). A parte boa é que depois que a música termina o som “do táxi” continua um bom tempo e se esvai nuns ruídos pinkfloydianos... coisa fina!
Agora com roupas!
Saindo das baladas chorosas, Morrissey e sua trupe recuperam o fôlego e encerram o disco com mais dois bons exemplares de rocks rápidos e rasteiros. O puxão de orelha sem dó em “Sorry Doesn’t Help Us” (faixa 11) é muito bem interpretado pela banda e abre caminho para a canção de despedida “I’m OK By Myself” (estou bem sozinho, em português), que fecha o disco com a mesma mensagem e quase a mesma energia da primeira faixa.
Morrissey insiste em nos dizer que está muito de bem com a vida e, pelo jeito, exorcizou muitos fantasmas nesses três anos de negações e provações da construção deste disco. Ótimo para ele, melhor para os fãs que tem um disco cheio de bom gosto, com um vocalista que sabe onde quer chegar e uma banda extremamente capaz de acompanha-lo. Um álbum que se consegue ouvir por inteiro (várias vezes), coisa que, inclusive, nunca foi uma regra em sua carreira.
A música instrumental sempre provoca uma sensação de estranhamento aos menos acostumados. Entretanto são inigualáveis trilhas sonora para vários momentos, do almoço dominical em família a um (no caso de Santo & Johnny) churrascão tropical na beira da piscina, com muita fartura, caipirinha e outros drinks frutados. É claro, que as baladas românticas desses meninos também não podem faltar na ambientação de qualquer noite enluarada e bem acompanhada (ou solitária, tanto faz).
Os irmãos Santo e Johnny Farina, começaram a estudar música a pedido de seu pai, que servia o exercito na II Guerra Mundial quando ouviu uma música tocada numa Steel Guitar, também conhecida como Guitarra Havaiana. Escreveu o Farina pai, numa carta à sua esposa, que gostaria que os meninos aprendessem a tocar esse "maravilhoso instrumento".
Dito e feito, Johnny Farina primeiro adaptou uma guitarra convencional para aprender e, depois fazer suas primeiras apresentações. Com o dinheiro ganho comprou sua primeira Steel Guitar de verdade, com 3 braços de oito cordas cada. Com esse instrumento e agora acompanhado de seu irmão Santo na guitarra convencional, os irmãos empreenderam experimentações com afinações diversas e timbres variados.
Num amável estéreo fica melhor ainda!
As canções da dupla são instrumentais e com um clima Havaiano devido ao uso da Steel Guitar, com seu som incrivelmente característico, o que torna o som dos garotos inconfundível. O grande sucesso dos Farinas foi Sleepwalk, que em Agosto de 1959 alcançou o primeiro lugar das paradas Norte-Americanas e figurou em diversos filmes (La Bamba, Sonâmbulos), comerciais e trilhas sonoras variadas. Inclusive, esta canção foi tão famosa que é a única da dupla que possui uma letra, pois vários artistas como The Shadows, The Ventures, Jake Shimabukuro, Deftones, Chet Atkins, Joe Satriani, Betsy Brye, Modest Mouse, My Morning Jacket e outros tantos, a regravaram em versões instrumentais ou cantadas.
Os CD’s de Santo & Johnny giravam entre composições próprias e versões para clássicos da música em geral. Versões imperdíveis de músicas como She’s a Rainbow dos Rolling Stones, And I Love Her dos Beatles ou até mesmo a fabulosa Moonlight Serenade de Glenn Miller.
Hoje apenas Johnny Farina continua com sua Steel Guitar “chorando” pelo mundo. Ele mora na Itália e esporadicamente lança discos. Tem até Site Oficial e MySpace.
Então, se estiver afim de ouvir coisas diferentes e se surpreender com uma nova estética, ou simplesmente ouvir um som bem agradável e leve, Santo & Johnny é uma boa pedida.
Aqui estão os irmãos Farina ao vivo, em 1959, com seu maior sucesso Sleepwalk. Você vai lembrar dessa!
A Revoltz é uma banda "multi-estadual". Ricardo Kudla (baixo/vocal) é de Porto Alegre e hoje mora em São Paulo, Marcella Yoshida (teclado/vocal) e Heitor Jooji (Guitarra) são de Cuiabá e Jean Albernaz (bateria) é de Campo Grande. Como se não bastasse integrantes de vários cantos do país, o som dos caras também é "multi-influenciado": rock contemporâneo com influências do pós-punk inglês anos 80, new wave e a garageira loucura sessentista. Agora imagine tudo isso numa panela, com as influências climatológicas e caóticas de onde cada um vive e muita vodka com gelo: isso ai dá no som cheio de identidade da Revoltz. Quando toquei lá em Porto Alegre, no Gig Rock, tive a oportunidade de filmá-los em ação. Gravei 6 músicas do show deles, que foi excelente, e reuní numa playlist. Aí vai:
Acho que o som da"Revoltz" me faz pensar coisas do tipo "sacanagem na vida privada", "droguinhas marotas", "milhares de cores, amores e desesperadas tentativas de se viver bem". Espero que gostem dos vídeos. Caso queiram conhecer os discos, os links são estes:
Texto publicado na página de Cultura e Arte do Umuarama Ilustrado, domingo, 25 de janeiro de 2009.
Tonight é o nome do novo disco do quarteto escocês Franz Ferdinand que será lançado nesta segunda, dia 26. Desde a quinta (22), o álbum está inteiro para audição em sua página no myspace (http://www.myspace.com/franzferdinand), mas como a "Santa Internet" nunca falha: o disco já havia vazado para download desde os primeiros dias de 2009. Muita gente já ouviu, gostou e falou dele por ai. Tanto é que os ingressos para o "show de lançamento", que foi neste dia 20 num clube gay em Londres, esgotaram em menos de 20 minutos!
É um discão bonito que vale algumas palavrinhas: a primeira música, "Ulysses", começa com uma levada de batera tipo um Ska lento, um baixo de discoteca, vocais sussurrados e muitos "Come on, let's get high!", até se tornar mais um daqueles sons altamente dançantes do Franz Ferdinand, com "La la lás" e "Uh Uh" de montão, anunciando que o disco será muito dançante e divertido! As próximas, "Twilight Omens", "Bite Hard", "What She Came For" e "Can't Stop Feeling" continuam nessa levada boa pra dançar até que "Katheryne Kiss Me" dá o tempo para um descanso, uma baladinha com violões, vocal grave e letra bonita que acalmam. Então "Turn it on" chega forte, com batera dançante, baixo quente, moogs e vocais charmosos fazem dela uma das minhas favoritas do disco. Dessa vez a balada é intrigante, "Dream Again", lentinha e maluca, com vocais e percussões num clima "Strange Days" do Doors, somados a baixo, guitarras e tecladinhos que talvez lembrem "The Cure" e formam uma música que "flutua interessantemente".
As últimas quatro canções voltam em situações de dança, "No You Girls", "Lucid Dreams, que tem um instrumental altamente dançante e acido, com sintetizadores rasgados e cheia de riffs de guitarra e um "refrão daqueles", outra das minhas favoritas, junto com "Send Him Away", que vem com a bateria "retinha", mas os baixos, guitarras e teclados dão uma certa "latinidade roqueira", tipo aquelas levadas do "Love" ou "The Doors", com um finalzão temperado a palmas e muita caixa "quebrando tudo". Uma alegria só! A última música, falando um monte de "I want to live alone", fecha bem um disco que abre cheio dos "let's get high!"
Se você gosta de rocks dançantes, bem humorados e cheio de climas oitentistas, certamente vai achar que este é um discão que veio pra abrir bem a safra de 2009. Aproveito e desafio você a ouvir em alto e bom som e manter as pernas imóveis!!!
"Qualquer Coisa, um podcast sobre nada!" É com este bem humorado slogan que José Flávio Júnior, Paulo Terron e Max de Castro apresentam seu podcast. Conversas amigáveis, histórias interessantes, convidados especiais e muito boa música são o que diferenciam o "Qualquer Coisa" de uma "coisa qualquer"!
foto de quando o programa teve a participação especial de Nina Becker, Kassin, Pedro Sá e Chernobyl.
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