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quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Força da Poléxia (ou O Hábito da Boa Música!)

Francis, Neto, Dudu e Rodrigo Lemos.

A Poléxia é uma banda de Curitiba que já existe há um bom tempo. Se você conhecer um pouco da obra dessa turma verá que, com essa saúde na música, faz sentido o tempo de vida e carinho do público. Entraram e saíram vários membros, mas a Poléxia continua firme, produzindo e fazendo bonito. Já publicaram alguns EPs, o primeiro disco, "O Avesso", singles muito bem aceitos como "Eu te amo porra!", "Onde você quer chegar" e "Triste Fim de Baltazar da Rocha" (este, com participação de Igor Filus, do Charme Chulo) e agora estão lançando seu disco novo "A Força do Hábito".

O disco traz de cara a Capa Dura, como primeira música, de refrão tão forte quanto o nome. Rodrigo Lemos abre o disco fazendo das letras coração, entre belas melodias de guitarra e o desabafo: "sinceridade por sinceridade, o mundo acaba mentindo". A segunda música é "Você já teve mais cabelo", com produção de John Ulhoa, do Pato Fu. Vozes oitavadas, vários barulhinhos e muito bom humor fazem o hit certeiro! O que vem pela frente continua dançante, forte e deliciosamente melódico. Vanessa Krongold, do Ludov, participa em "Cá entre nós". Hedonismo de um Domador também vem muito bacana, com passagens interessantes, faz lembrar a Poléxia um pouco mais crua, como no primeiro disco, com direito a escaleta bem humorada de Dudu Cirino, e aquela passagem que faz muito lembrar "Joystick", a música de abertura d'O Avesso. "O Inimigo" vem mais cansada, lentinha, mas de força equivalente as outras do disco: bateria profunda, voz saturada e direito a coro de "Nós temos um Deus em resenhas e jornais!"! O coro teve convidados de bandas como Sabonetes, Terminal Guadalupe e Nevilton. "A Solidão dos Plânctons", "O Terraço" e "Balada da Contramão" engrossam o caldo da boa música. "Esperando o Céu Ruir" na voz de Carlos Daitschmann dá um clima "recitar de Arnaldo Antunes" e serve de introdução para Gloss, uma das favoritas da turma! Enfim, são 45 minutos muito bem investidos para qualquer playlist! E é garantido que esses 45 se repetirão vezes e vezes...

A Força do Hábito está disponível para download gratuitamente no site da Poléxia (http://www.polexia.com.br/), ou você ainda pode comprar o album em alta definição e dar uma força pra banda no TrevoDigital (http://www.trevodigital.com.br/polexia).


O clipe de "Você já teve mais cabelo":


Um video exclusivo do Culturanja! ;)
"Triste fim de Baltazar da Rocha", ao vivo no Gig Rock VI, em Porto Alegre:



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Revoltz no Gig Rock VI. (videos e downloads)

A Revoltz é uma banda "multi-estadual". Ricardo Kudla (baixo/vocal) é de Porto Alegre e hoje mora em São Paulo, Marcella Yoshida (teclado/vocal) e Heitor Jooji (Guitarra) são de Cuiabá e Jean Albernaz (bateria) é de Campo Grande. Como se não bastasse integrantes de vários cantos do país, o som dos caras também é "multi-influenciado": rock contemporâneo com influências do pós-punk inglês anos 80, new wave e a garageira loucura sessentista. Agora imagine tudo isso numa panela, com as influências climatológicas e caóticas de onde cada um vive e muita vodka com gelo: isso ai dá no som cheio de identidade da Revoltz. Quando toquei lá em Porto Alegre, no Gig Rock, tive a oportunidade de filmá-los em ação. Gravei 6 músicas do show deles, que foi excelente, e reuní numa playlist. Aí vai:

Acho que o som da"Revoltz" me faz pensar coisas do tipo "sacanagem na vida privada", "droguinhas marotas", "milhares de cores, amores e desesperadas tentativas de se viver bem". Espero que gostem dos vídeos. Caso queiram conhecer os discos, os links são estes:

Beijo no Escuro
http://rs57.rapidshare.com/files/34442792/REVOLTZ_BNE.zip

123 (EP)
http://www.mediafire.com/file/u2gmhttlz2n/123_REVOLTZ.zip

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Para calar as bocas e aumentar o som pros ouvidos

“A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia” e Maiara, uma grande amiga dos meninos

Não tão distante de Umuarama, a banda maringaense “A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia”, assinou no final do ano passado um contrato com a “Volume 1 Records”, um selo musical de renome, de São Paulo, que produz bandas que ainda estão no meio “underground”, se assim podemos denominar. A “Família Palim” tem cinco integrantes e todos eles carregam consigo codinomes, ou melhor, personagens, para se apresentarem: Hastür Palim, Hashid Palim, Hassanz Palim, Hastan Palim e Hassen Palim. Quando estão no palco, juram de pés juntos que são irmãos e fugitivos de Stambul. A banda surgiu no Brasil, como eles costumam brincar, em meados de 2003, levando para Maringá um modo divertido de fazer música. Os meninos já têm um primeiro disco, que leva o mesmo nome da banda.

Nesse sábado, às 23h, a banda se apresenta n’A Base, um novo bar de Maringá que fica na avenida Cerro Azul, 323. Lá, além de compartilharem o palco com os garotos do "Charme Chulo" (de Curitiba) e do "Zeferina Bomba" (de João Pessoa), os ‘turcos’ também lançam seu segundo CD intitulado “¿POR QUE NO TE CALLAS?”. Ah, e reza a lenda que haverá uma participação especial de Nevilton em uma música dos caras...
Bom, nós que não somos bobos e não deixamos nada para trás, conversamos com Fernando Pereira, ou melhor, Hastür Palim (como preferirem), que respondeu questões sobre como foi gravar o segundo disco, agora por meio de um selo musical.

Como surgiu a oportunidade de gravar um CD por meio de um selo? Partiu do interesse de alguém da banda ou foi uma espécie de “olheiro” que viu o show de vocês, curtiu e fez a proposta?

Na verdade trabalhamos o primeiro disco (Independente) por cerca de um ano, trabalhamos na base do intercambio de bandas, e foi num desses intercâmbios que conhecemos a piazada do Charme Chulo, que na época estavam entrando para o Volume 1. Para eles deu certo, e então nos indicaram e entramos!

Quais foram as principais diferenças na gravação e produção entre o primeiro e esse segundo disco?

A Principal diferença na gravação foi a entrada do baterista nosso irmão perdido, que deu um gás daqueles pra banda e trabalhou firmemente em cima das músicas! Além do que uma banda que grava um segundo disco já tem uma certa experiência de estúdio, o que facilita muito nas timbragens dos instrumentos e outras coisas. A banda também amadureceu musicalmente, não que tenhamos nos tornados músicos por excelência, mas já houve uma evolução!

Quanto tempo vocês demoraram para produzir?

Lançamos o primeiro disco em 2006, já no meio deste mesmo ano tínhamos músicas novas para um segundo disco. Uma banda igual a nossa não para, são cinco doentes “compondo” sem parar. Pensando assim foram uns dois anos da idéia concebida até a sua execução!

Já que é um CD que vai ser lançado por um selo, vocês vão ter alguma música de trabalho para divulgar a banda?

Mesmo sendo lançado por um selo, creio que a parte de “divulgação” fica por nossa conta, pois o selo é também um meio independente, então acho que falar música de trabalho é um tanto quanto exagero, é lógico que existem aquelas que ficam mais na cabeça, por exemplo: “Padre Quevedo não vai pro Céu” e “Acho que ela gostaria...”.

No primeiro disco, a distribuição era feita por vocês mesmos, em shows. E agora? Como vai funcionar a distribuição?

Continuaremos fazendo esse trabalho de “guerrilha”. Os discos serão vendidos na nossa mão mesmo, nos shows, no site www.familiapalim.com.br ou pelo orkut e myspace. Ah, ele custará creio que R$ 10.

Além da produção do disco, quais as outras vantagens de uma banda assinar com um selo musical?

Acho que uma das vantagens, principalmente, para uma banda de uma cidade pequena do interior do Paraná, onde as leis públicas de incentivo a cultura não existem, é o contato com os grandes centros, no nosso caso específico com São Paulo! Lançando um CD por um selo paulista, é lógico que as possibilidades da banda fazer shows em São Paulo aumentam demais!

*Fotos por Jorge Mariano


E o que é um selo musical, afinal?

Os selos não são gravadoras propriamente ditas, pois não possuem estrutura completa de contratação, gravação, divulgação e comercialização de artistas no mercado, e geralmente recorrem a outras gravadoras para realizar esse trabalho. Normalmente possuem uma pequena equipe de trabalho, pequeno cast de artistas e dependem de outras empresas fonográficas para gravar, divulgar, comercializar e distribuir.


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bazar Pamplona e a música que ninguém nunca escutou... Até agora!

"À espera das nuvens carregadas!". Foi assim que muitas pessoas saíram de suas casas no último sábado, para ver ao vivo uma banda de São Paulo que foi a Maringá se apresentar numa noite que provavelmente iria chover. Na fila que assolava a porta do "Tribo's Bar", um misto de emoção e uma ansiedade tremenda do público que já esperava há mais de um ano o retorno dos quatros meninos aos palcos paranaenses.

Foi depois do show da "Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia" e antes da banda gaúcha "Apanhador Só" (que logo, logo o leitor verá por aqui), lá pela uma hora da madrugada, que em meio a cornetas, trombetas, megafones, flautas, guitarras, contrabaixos, bateria e palmas, mas muitas palmas, que a tal "Bazar Pamplona" começou a tocar. Exato, caro leitor, o nome da banda é "Bazar Pamplona"!

Show do Bazar Pamplona, no último dia 9, em Maringá, causou ansiedade no público que esperava há mais de um ano ver a banda ao vivo (foto por Jorge "Maravilha" Mariano, que está de aniversário hoje)


E por quê esse nome? Bem, isso o vocalista e guitarrista, Estêvão (sim, com dois acentos no nome) explica: "Então, ninguém sabe ao certo de onde vem 'Bazar Pamplona'. Existem várias versões. A que eu sei é que estávamos atrás de um nome, e uma amiga nossa queria de qualquer jeito ser homenageada. Ela sugeriu 'A Banda da Paloma'. Além de ridículo, achamos que ela não merecia homenagem alguma. Mas aí partimos da sugestão dela e fomos fazendo modificações no nome até chegar em 'Bazar Pamplona', que é o oficial da banda hoje. Mas pode mudar a qualquer momento", brinca.

Juntamente com João Victor (guitarra), Rodrigo Caldas (bateria) e Rafael Capanema (baixo), Estêvão e sua trupe, leva ao público apresentações performáticas, com direito a brinquedos de plástico, cartazes com letra de música (para a galera desavisada saber cantar) e bolinhas de papel para arremessar no baterista no final do show.

A banda existe desde 2005, quando quatro moradores de uma república de estudantes se reuniram 'para fazer um som'. Algumas influências são bem explícitas nas composições, como "Beatles" e o movimento da "Tropicália". Saiba que o "Bazar Pamplona", é essencialmente independente. Isso porque, muitas vezes, quando escrevem uma letra, imediatamente a gravam de uma maneira, digamos bem artesanal: no microfone do computador. Agora a banda acaba de lançar "À Espera das Nuvens Carregadas", seu primeiro álbum, produzido por João Erbetta (do grupo "Los Pirata") e lançado pela Monga Records, selo de Paco Garcia (também do grupo "Los Pirata"). O álbum é composto por um punhado de músicas que a banda já tocava em shows e disponibilizava em sites (e que já estavam na boca da moçada) além de algumas músicas inéditas. O CD, que custa em torno de R$ 20, já está à venda em alguns sites como o da Livraria Saraiva e o da Livraria Cultura. Mas para o leitor, ouvinte de primeira viagem dos bazares, vale dar uma olhada no site da banda para conferir o trabalho dos garotos. Uma boa dica, para quem nunca ouviu, é a música "Céu de Cinema Americano".


A galera desavisada conta com a ajuda de Estêvão, que mostra cartazes com a letra da música “Karen Cunha”, pra que todo mundo possa cantar junto



Foto Bônus
(mais uma do seo Jorge Mariano)

Quem abriu as apresentações no último sábado, foi A Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia que encerrou seu show com a performance estupenda de Hassen Palim que se revelou um grande bailarino naquela noite! (desculpe Hassen, o mundo tem de saber desse seu dom)