sexta-feira, 28 de março de 2008

O CASTELO EM PROCESSO DE METAMORFOSE

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UMA CURTA postagem para movimentar o Culturanja.

Neste momento atrás mesmo eu acessava o conteúdo do sítio do jornal gaúcho Zero Hora; foi em uma das ligações então que pude ler o blog de Vanessa Nunes, uma das colunistas, pelo que pude notar. Ela, em 16 de outubro de 2007, publicou uma foto mostrando o túmulo do grande mestre checo Franz Kafka. Confiram o que lhes digo aqui.



Kafka em 1906.


Lerão na ligação que lhes foi por mim disponibilizada acima que ela agradeceu a Kafka o espetacular corpo de sua obra - uma coisa que me prometi fazer frente ao túmulo do músico americano Jim Morrison em Paris, se tiver um dia a chance para viajar até a Cidade Luz, naturalmente - não interessa, eu divago... Se, lido o seu texto, fariam semelhante homenagem como a da autora - como eu -, não o posso adivinhar; mas aos que não o conhecem e têm curiosidade, uma mostra do Doutor Franz está aqui para ser lida, gratuitamente; e aos que lhe não são simpáticos ou coisa até pior, não é meu papel nem desejo discutir a opinião de ninguém: peço-lhes a estes desculpas pelo incômodo.


O túmulo onde o escritor Franz Kafka descansa, desde 1924, junto dos pais, em Praga.


Franz Kafka foi um homem perturbado, suas obras são o reflexo d’isso; alienação e perseguição, perseguição e alienação, partes de um caráter que sofria por não corresponder às expectativas nutridas por seu pai autoritário; entretanto são composições de uma das penas mais habilidosas do século passado, chamado por muitos estudiosos de "século
kafkiano".

Boa leitura. VALE.

quinta-feira, 6 de março de 2008

"AS COISAS QUE POSSUI ACABAM POSSUINDO VOCÊ".

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ALGUÉM, d'entre as pessoas do sexo masculino com idade entre 15 e 30 anos, solteiro (ou mesmo aquele que deixou de o ser), que teve acesso a este texto, saiu de casa alguma vez, sentou-se em um bar - ou boteco, ou boate - e viu que linda mulher estava junto de um velho, nojento e barrigudo, mas cheio da grana, que ela agarra como se estivesse beijando o próprio Brad Pitt?

Acredito que isso lhes seja familiar.

Outra questão, falando novamente àqueles que se enquadraram na definição acima: alguém, d'entre os senhores, frente à cena referida, quis ter a mesma condição financeira do idiota; a carteira cheia, o carro novo, importado, as roupas caras, os bajuladores, os olhares dos outros freqüentadores do ambiente?

A resposta de muitos terá sido sim, novamente.

Uma última indagação, curta – eu lhes prometo - agora para os jovens que pelo menos uma vez presenciaram e desejaram essa fama, dinheiro, mulheres et cetera, e, no entanto, não conseguiram ainda: os senhores que me lêem agora já sentiram uma revolta contra essa situação? - Sim?

Então não m'engano; é para os senhores que falo.

A questão de quem sempre fica com as melhores mulheres (Machado de Assis dizia que eram os homens descarados... Talvez no tempo d'ele!), é óbvio, é exemplificativo, porque se estende sobre vários outros aspectos: fazia-me ficar nervoso o fato de que meu ex-patrão deixava-me trabalhando no escritório todos os sábados enquanto pescava no Porto Figueira com os amigos ou com o Diabo que o viesse carregar; e é a mesma coisa!

Voltando ao mencionado ator norte-americano, Brad Pitt, em 1999 ele foi o protagonista de um filme intitulado Fight Club, Clube da Luta, que teve o roteiro adaptado da primeira obra publicada, em 1996, pelo autor, conterrâneo do senhor Pitt, Chuck Palahniuck.

A capa da 1ª edição de Clube da Luta nos EUA.

Segundo a Wikipédia, Clube da Luta seria parte de outro livro que Palahniuck escreveu; e que os editores rejeitaram, alegando ser muito perturbador. Com essa resposta, o autor resolveu expandir o sexto capítulo do manuscrito até o tamanho de um romance, tentando, d'essa vez deliberadamente, ser o mais perturbador possível. Ao contrário do que esperava Chuck, agora decidiram pela publicação. Era dado à luz Fight Club.

O romance traz a história de um homem de meia idade, que está descontente com a sociedade consumista e superficial à qual pertence; e resolve então, com a ajuda de seu novo amigo, Tyler Durden, assumir uma postura radical quanto a esta. Inicia-se pelo clube, o primeiro passo dos dois nessa direção. Logo vários outros homens da geração "criada pelas mulheres", como define Palahniuck, se junta aos dois. Mas esse era somente o primeiro passo de um plano muito maior, que se revela durante o livro, que, para completar, tem um desfecho imprevisível e fantástico.

O pôster do filme de 1999.

Sei bem que a versão hollywoodiana é um fenômeno da cultura popular, todos sabem também quem é o senhor Durden e qual seu plano; mas ler o livro que originou as desventuras do "Narrador" será interessante, a despeito d'isso.

Fica a sugestão! Boa leitura. VALE.



P. S.: O link para adquirir a obra, em português.



P. S. 2: E-book gratis, em português.

sábado, 1 de março de 2008

O tal rock n' roll bem feitinho, de qualidade, não importa em que cidade

A “ponte rodoviária” Umuarama-Maringá tem me deixado, com muita freqüência, por fora do circuito dos grandes shows. Isso porque quase nunca estou no lugar certo, na hora certa. A última vez que me lembro de ter visto um bom show em Umuarama, por exemplo, foi no dia 13 de outubro do ano passado (dia do meu aniversário, diga-se de passagem). A noite, que pra mim era especial, foi embalada por bandas de amigos queridos como os curitibanos do Terminal Guadalupe e os umuaramenses da Joke Box e do Nevilton.

Outra data também merece destaque na lista de bons shows que já fui, mas para isso, me permito adiantar o tempo; ou seja, pulando as datas festivas do Natal e Ano Novo, vou direto ao carnaval. E que carnaval! Não tinha nada de peitos e bundas à mostra como na Globo, não! O meu carnaval foi num Grito Rock (um festival sul-americano que esse ano chegou a Maringá, especificamente ao Tribo’s Bar, em plenos sábado e domingo de carnaval e contou com algumas das melhores bandas da cena independente).

Infelizmente, devido à crise nos horários de ônibus de Umuarama para Maringá, não pude comparecer na noite de sábado, mas o domingo prometia dentre outras bandas, ser esquentado pela loucura dos londrinenses do Dizzaster, a voz rouca de Dani Corazza à frente do Leminskes e a presença, novamente, dos meus conterrâneos da banda Nevilton que mesmo tocando apenas por 30 minutos, deram um show à parte. Tanto que se ouvia ao longe desde comentários do tipo “nossa, mas eles são bons, hein?” até a curiosidade sobre o nome da banda (que pode parecer óbvio para alguns, mas que é assunto para um próximo texto, quem sabe).

E em meio a conversas de mesa em mesa, lá se via o vocalista, o tal do Nevilton, entregando todo empolgado os CDs da banda (quase que artesanais, se assim posso definir) para quem ficasse com gostinho de quero mais. É, e pelo jeito o público havia gostado do som dos meninos, afinal, depois de duas semanas contadas nos dedos eles voltaram a Maringá (agora no Pub Fiction, um bar no outro lado da cidade).

Mais uma vez os amigos foram chegando ao Pub numa noite que, antes do show começar, parecia não ter motivado o pessoal a sair. Ledo engano. A bagunça dava seus primeiros passos quando o Engenheiros do Hawaí cover começou a tocar. As pequenas balançadinhas nas pernas mostravam que a galera já começava, aos poucos, se soltar.

o "Rock Presidencial" de "Nevilton", e a foto por Jorge Mariano!

Mais tarde subiram ao palco os três meninos que, em meio a plumas e paetês, óculos coloridos e colares hawaianos enrolados no pedestal do microfone, levantaram ainda mais o ânimo da galera que foi ao bar com diferentes intenções: uns já eram freqüentadores assíduos, outros foram para rever os colegas de Umuarama; também houve aqueles que foram para cantar em coro as músicas próprias da banda e ajudar a animar o resto do pessoal. Ah, e não se pode esquecer daqueles que, mesmo não gostando de bandas de rock com som autoral (principalmente com letras em português), foram por alguma razão desconhecida. E esses se surpreenderam, porque entre “delicadezas”, “ballets”, “doces de jabuticaba”, e até uma música que tecnicamente não existe (porque nunca foi gravada, mas acreditem: eu ouvi e a letra à la VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia só diz “dançando com a Cláudia Raia”), os saltitantes e inquietos meninos mandaram desde covers de Nirvana e Silverchair até uma homenagem à banda curitibana Poléxia. Foi show pra ninguém botar defeito! Digno de enfrentar demoradas viagens de ônibus. No final sempre vale a pena ver o tal do rock’n’roll bem feitinho e com qualidade, não importa em que cidade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

MINHAS IMPRESSÕES DESORGANIZADAS E SUPERFICIAIS SOBRE PORTRAIT OF THE ARTIST AS A YOUNG MAN

INÚMERAS vezes enquanto lia o Portrait of the artist as a young man, meu amor pela beleza me deteve em um determinado parágrafo insistindo em se me destacar; e deixei-me, em cada uma d'estas ocasiões, transportar para a melancólica Dublin de Stephen Dedalus (o alter-ego do próprio autor). Relia duas, três, até quatro vezes um determinado período, conforme a admiração por sua invejável técnica fazia-me reflectir, divagar, menear enfim a cabeça, desconcertado diante da perfeição artística da obra.

Acompanhei a tenra infância que o abandonou; a fé que foi por ele abandonada. O discurso moral do pai ao pequenino, curioso, silencioso e obediente Stephen sufocar n'as dificuldades financeiras (prestem muita atenção à passagem da "língua do 'boro'" - a "língua do 'P'" dos irlandeses -, quando Stephen chega do colégio e descobre que serão novamente despejados por outro senhorio), e como, após entrar na faculdade, o filho não suporta mais a visão da figura do progenitor e o sentimento, pode-se concluir, é recíproco.


James Joyce no verão de 1904.


Do tronco que sustenta os acontecimentos principais aos galhos mais jovens (além da "língua do 'boro'", notem as cores que o talento de Joyce deu às memórias de sua primeira experiência amorosa); do estilo que vai amadurecendo conforme cresce o protagonista: ele faz-nos, a nós os leitores, perceber o desenvolvimento do embrião-d'escritor, que o fez mais tarde capaz de coisas como:


"She seemed like one whom magic had changed into the likeness of a strange and beautiful seabird. Her long slender bare legs were delicate as a crane's and pure save where an emerald trail of seaweed had fashioned itself as a sign upon the flesh. Her thighs, fuller and soft-hued as ivory, were bared almost to the hips, where the white fringes of her drawers were like feathering on soft white down. Her slate-blue skirts were kilted boldly about her waist and dovetailed behind her. Her bosom was as a bird's, soft and slight, slight and soft as the breast of some dark-plumaged dove. But her long hair was girlish: and girlish, and touched with the wonder of mortal beauty, her face".
(James Joyce; 1882-1941)


Esta é, pois, minha dica, merecedora do título que recebeu de mim mesmo, aos culturanjeiros que querem ler algo que, ao contrário d'este pobre orador que lha redigiu, merece o tempo e a paciência de vós outros. VALE.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Calixto, o novo Hortifrutigranjeiro.

Thiago Calixto, conhecido mundialmente como "Tica", é meu amigo de longa data. Nossa amizade remonta aos remotos tempos do "ginásio", tanto tempo faz que nem se chama mais assim. Tem 27 anos e é bacharel em Direito, atualmente acadêmico do curso de Psicologia na pequena Umuarama, interior do Paraná. Participante pelo terceiro ano consecutivo de projeto de pesquisa em Psicologia Jurídica, bolsista do PIBIC da Universidade Paranaense.

Calixto já teve suas andanças mundo afora, morou um tempo em Londres, Londrina, São Paulo e agora está novamente em Umuarama. E que felicidade a minha em reencontrar esse grande irmão e sabê-lo produzindo literatura. Não poderia deixar de colocá-lo na turma dos malucos literatas da cidade.

Poesia e prosa, a produção desse nosso novo compadre é bem abrangente, de temática diversa e muitas vezes hermética, personalíssima e sempre interessante. Além de ser o novo hortifrutigranjeiro do Culturanja, Tica também publica seus trabalhos no site Recanto das Letras, vale a visita.


Alzheimer


Um dos meus defeitos é não gostar da sensação de impotência diante de qualquer situação. Obviamente uma postura controladora e narcisista, mas enfim. Na leitura da doença de Alzheimer, alguns aspectos me marcaram amargamente: primeiro, por ser a causa mais comum de demência entre adultos, o que a princípio seria caso de preocupação individual não o é, mas sim um problema de saúde pública; segundo, por ser um mal degenerativo, letal e incurável, daí minha angústia descrita na primeira linha do ora discutido; terceiro, pelo fato de atacar a memória e as habilidades motoras, o que, em uma análise não científica, é capaz de embargar a voz e encher os olhos d’água.

Na minha escala de valores tenho a liberdade como nosso segundo bem maior, logo abaixo da própria vida, embora com certas condições. E quando leio “destruição de neurônios”, e conseqüente perda de memória, penso em dependência, em grilhões. Imagino a pessoa presa em sua própria alienação, desconhecendo amigos e parentes. Isso me remete à película “Mar Adentro”, a qual retrata, em seu momento derradeiro, a personagem portadora de uma doença degenerativa que não se lembra do grande amor de sua vida. Recebe de uma amiga uma carta do homem que transformou a sua vida, embora não saiba mais quem ele era. Perco-me em devaneios acerca desta questão. Vinícius de Moraes, nosso “poetinha”, dizia que a vida é a arte do encontro. O quão triste deve ser não recordar os momentos belos vividos, as pessoas maravilhosas encontradas no caminho, os lugares fantásticos outrora visitados. Mais penoso talvez para aqueles que amam o portador da doença, o que não deixa de ser doloroso para alguém.

A afetação da habilidade motora é outro aspecto crucial, posto que o enfermo, em sentido conotativo, volta a ser uma criança de colo, na senda de que necessita todos os cuidados triviais, como por exemplo, vestir-se, alimentar-se. Aqui vislumbro também a dependência dita a pouco, que torna o homem privado de autonomia sobre sua vida. Vem à cabeça a imagem fantasiosa de um cérebro, no qual cada emaranhado é uma pessoa amiga, uma reminiscência saudosista, um lugar de se conhecer nas férias, e o mal de Alzheimer seria como uma espécie de incêndio que se alastra, queimando tudo isto. É como se Deus retirasse a pessoa de seu interior, levando-a para junto dele e só deixasse o invólucro sem vida. Um indivíduo que apenas respira, contudo não se recorda dos suspiros.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Ahhh! She stole my karma, oh no!!!"

No final do ano passado, o Higor Coutinho, do Goiania Rock News, enviou um email pra turma, pedindo opinião sobre os melhores de 2007. Eu acabei enviando a minha meio tarde, mas ainda assim ele a publicou. Ai vai ela, e mais um link para quem ainda não conhece o disco:


Kings of Leon - Because of the Times

Aquele vocal do Caleb Followill continua impossível de se descrever sem usar a palavra "bizarro". A bateria está muito bem arranjada e dinâmica e em conjunto com o baixo "matador" compõem uma cozinha dançante, bem humorada e colorida de timbres e efeitos. A guitarra se aproveita bem disso e também colabora na exploração dessa dinâmica, suas referências de efeitos e timbres vão desde U2 até a praia de Black Oak Arkansas e Uriah Heep. Já abrem o disco com um melodrama de um jovem casal que terá um bebê... e, tanto em questão de tema, quanto falando de duração da música, 7 minutos, não é qualquer um que é "parrudo" o bastante para abrir um disco assim e não soar chato desde o início. "Charmer" vem logo após, trazendo referências de sons tipo Pixies e Blur num som pancada e de vocal "auto-destrutivo". Suprem os necessitados de baladas com "The Runner" e "Fans", mostrando que ainda fazem bonito se quiserem soar folk. Sobre o "ooooohhh" de "Trunk" ou a cozinha em "McFearless" eu nem sei o que falar, só sei que me emocionam demais!!!(rsrsrs) "On Call", "Black Thumbnail" e "My Party" resumem todo aquele colorido de timbres e efeitos de que tinha falado: timbrões gordos e saturados que não soam como a maioria da meninada "retrô" de hoje, pois misturam efeitos, delays (em baixo e batera inclusive!), muita dinâmica e ritmos dançantes fazendo um disco inspiradíssimo e, certamente, uma das pérolas do rock atual. Isso tudo e as letras sujinhas desses rockeiros marotos colocam o "Because of the Times" no topo dos meus favoritos de 2007.


Aos que ainda não conhecem o disco, achei no orkut um link para baixá-lo: http://www.badongo.com/pt/file/4948713 ... fica ai o convite!!! Espero que gostem!


Para saber mais sobre a banda: em inglês ou português.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

The Flaming Lips : The Soft Bulletin [1999]

Steven Drozd, Wayne Coyne e Michael Ivins.
Juntos eles são os Lábios Flamejantes!


Medo e superação, este é o tema central de “The Soft Bulletin”, um álbum com mensagens densas e sonoridade rica, porém leve e aconchegante. Essa grande experiência sonora foi lançada em 1.999 pelo Flamig Lips.

A banda iniciou suas atividades na cidade norte-americana de Oklahoma em 1983. Gravou diversos discos, participou de trilhas sonoras de filmes como Batman Forever, Austin Powers, Como Se Fosse a Primeira Vez e Spider-Man 3. Hoje, formada por Wayne Coyne (vocais, guitarra, teclados e theremin), Michael Ivins (baixo, guitarra, teclado e vocais) e Steven Drozd (guitarra, bateria, percussão, teclados e vocais) conta, nas apresentações ao vivo, com a ajuda de Kliph Scurlock na bateria e percussão. Por serem uma banda de multi-instrumentistas, a grande diversão do Flamming Lips é pilotar o estúdio, criando discos ousados, com uma sonoridade que se renova a cada álbum, muitas vezes ousados, como o “Zaireeka” de 1997, que consistia em quatro CD’s a serem tocados simultaneamente.

Após a aparentemente insuperável loucura do “Zaireeka”, Wayne Coyne, o frontman e principal compositor da banda, durante uma caminhada no silêncio da noite, resolve criar um álbum mais palatável, porém, sem perder a identitade sonora e psicológicamente complexa tão característica dos Flaming Lips. Nasce então esse “Dark Side of The Moon” dos anos 90.

Todo o álbum gira em torno de experimentações sonoras, a marca registrada da banda, porém, no “The Soft Bulletin” elas estão mais contidas, pois a idéia agora é a de como fazer o sentimento da canção atingir o ouvinte sem que a mensagem se perca dentro da profusão de sons, muitas vezes caóticos. E conseguiram, com belas canções aliadas ao ótimo trabalho de produção e timbragem dos instrumentos, fizeram deste álbum um marco na carreira dos “Lips”.

Capa do Soft Bulletin.
Faça o Download do álbum.

“The Race For The Prize”, a magnífica faixa de abertura, conta a história de dois cientistas bastante dedicados ao trabalho de encontrar a cura para uma doença, podendo assim salvar o mundo. Mas até que ponto vale tanto esforço? Será que conseguirão manter seus afazeres da vida cotidiana enfrentando tamanha pressão e expectativas, correndo até mesmo risco de vida? Afinal de contas, como diz a canção, “eles são apenas humanos, com esposa e filhos”.

Nas demais faixas do álbum, os temas variam de epopéias científicas (A Spoonful Wheighs A Ton); auto-conhecimento (A Spark That Bleed) a como sua vida influencia a de outras pessoas (The Spiderbite Song). As reações humanas ao amor (Buggin’) chegam a questionar a hipótese – obviamente não comprovada – de que a reação química cerebral que nos permite apaixonar é a mesma que ocasionou o Big Bang (What’s the light).

A rapidez na qual o tempo passa e transforma o presente em passado, a maravilha de observar a vida, tão volátil, e entender suas sutilezas (Suddenly Everything Has Changed). Seria a luta pela sanidade a batalha de nossas vidas? (The Gash). E, por fim, o medo, a fuga e a necessidade da morte e do amor, porém vestidos numa atmosfera tranqüila, colorida, possivelmente o que seria ao atingimos a plenitude na vida e começarmos a rumar para o inevitável fim (Feeling Yourself Disintegrate).

A oitava faixa, “Waiting’ for the Superman (Is it gettin’ heavy???)”, merece destaque. É a melhor mensagem de “agüente as pontas” que eu já ouvi. O timbre suave, porém encorpado da bateria, que já impressiona durante todo o álbum, ganha um bumbo profundo, que vibra surdo como um coração. Aliando essa bateria com um vocal melancólico, com um arranjo de cordas flutuante, com um piano triste e alguns sinos, cria-se o ambiente perfeito para o apelo do refrão:

“Tell everybody waitin' for Superman
.That they should try to hold on the best they can
.He hasn't dropped them, forgot them, or anything
.It's just too heavy for Superman to lift.”

Portanto, cada pessoa que cuide de si da melhor forma possível, pois o “Superman”, que sempre nos tira dos apuros, está um tanto ocupado. Vamos dar uma força ao moço?

Depois de tantos estímulos "Sleeping On The Roof" (12ª faixa), apenas instrumental, é o momento de reflexão que pede o álbum. Os ruídos noturnos e a música que os acompanha, remetem à idéia do título: observar a noite, do telhado de casa, sozinho com seus fantasmas e conclusões. Se você conseguir passar por este momento e manter sua sanidade intacta, terá se tornado uma pessoa melhor.

Tudo é cíclico na vida, a jornada do auto-conhecimento é eterna. As duas últimas faixas deste trabalho são remixes de “The Race For The Price” e “Waitin’ for a Superman”. Que tal, após terminar a jornada, olhar o mesmo mundo com outros olhos? E, quem sabe, recomeçar essa "corrida pelo prêmio", esse contínuo e valioso exercício de evoluir.

Aproveitem o embalo e vejam o belo clipe de “Waintin’ for a Superman”.

Divirtam-se!

Para saber mais:
Site Oficial da banda ou Wikipedia: Em Inglês ou Português
Sobre Dark Side of The Moon em Inglês, bem mais completo do que o em Português)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ricky o chimpanzé

Direi o que está acontecendo por aqui em primeiro lugar: não me especificaram pauta/assunto/matéria alguma (o que considero uma temeridade por parte dos outros colaboradores, que conhecem o quanto às vezes posso ser considerado... H'm... Exótico). Sendo dessa forma resolvi que darei voz a um cara que não faço idéia de quem seja, chamado Kalif.

"Por que?" perguntar-me-ão.

Encontrei o perfil do orkut de Kalif na comunidade do escritor americano Charles Bukowski, do qual sou um fã enstusiasmada e escancaradamente (mesmo isso não sendo importante saberem neste texto). Ele escreveu um mini-conto chamado Ricky o chimpanzé, que eu gostei muito e transcrevi logo abaixo, já que eu quero, humildemente, dentro das minhas limitações e da pífia oratória que não consigo dominar e que não vou, provavelmente, que a CULTURANJA abranja manifestações como a de meu conhecido de internet - cultura que vale a pena encontramos em todos os lugares, é isso mesmo, mas, por outro lado, parece que em especial onde não estamos a procurá-la.

Espero que também gostem da história de Ricky como eu.

Boa Leitura!

P. S.: Gostei desse blog, só que eu me sinto aquele chato do Zeca Camargo hauehaueaheahuheaeuaheaheaheue.


Ricky o chimpanzé

De repente a DJ Gih Paladino foi se abaixar para pegar o CDR com as musicas mais recentes que ela tinha baixado no soulseek, e levou o maior susto de sua vida. Ricky o chimpanzé pareceu vir do nada, fulminante, e sem vergonha nenhuma, ignorando por completo o aprendizado de tantos anos que tivera com a experiente e renomada zoóloga Estrela Do Bom Fim. O chimpanzé agarrou a pobre Italiana com ferocidade, sem que ela tivesse tempo de reagir.

Ricky logo enfiou o seu "brinquedinho" na pobre Gih, esta que não tinha colocado calcinha com a intenção de impressionar Cláudio o promoter, ao final da festa. Foi uma cena para lá de surrealista, ao mesmo tempo apavorante e nojenta, mas também tragicômica e absurdamente espetacular. A platéia assistia, alguns aterrorizados, mas a grande maioria estava dando gritos de incentivo ao macaco pervertido que estava mais excitado do que um carcerário que acabou de ser solto e foi direto para o puteiro mais sofisticado da cidade com Viagra escorrendo pelas veias.

Foi aí que a Sophia Cardinale, Siciliana e lésbica fervorosa, amante secreta da DJ Paladino, entrou em cena gritando histericamente:

- Ma que fa macaco figlio de una putana!! Svitato, maledetto!! Porca miseria!

Aiuto! Chiami un´ambulanza! Presto!

Ahh, Gih, mi amore, pobre bambina, olha o que esse verme fez com você!

Sophia bateu no pobre animal com uma força brutal, quase inumana, sem piedade nenhuma (digna de sicilianos, dos mais bravos, diga-se de passagem) e grande parte do publico vaiou, revoltados com a interrupção do espetáculo animal que tinham pela frente. A verdade é que estava na cara que o chimpanzé Ricky ainda não tinha terminado o serviço na Italiana. Aquele macaco estava cheio de gás, era realmente incrível.

No final da noite Ricky foi levado de volta para o zoológico, e a Sophia foi presa pela S.P.A.

E a Gih...bem, coitada, melhor nem comentar...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Arthur Rimbaud: Poesia Completa e Cartas

Vou deixar uma dica de leitura das boas. Dois volumes sobre o poeta Arthur Rimbaud. O primeiro volume: Poesia Completa de Arthur Rimbaud, lançado em 1994, em edição bilíngüe Português-Francês, com tradução de Ivo Barroso. O segundo volume contém as cartas pessoais de Rimbaud, e ainda não possui previsão para lançamento no Brasil, mas como eu já lí a versão em inglês, vou deixá-los com água na boca e chupando o dedo ao mesmo tempo. A editora deste tesouro é a Topbooks. E lá vamos nós!

Arthur Rimbaud na juventude. L'Enfant Terrible.

Revolucionar a poesia francesa dos 16 aos 21 anos de idade e morrer doente aos quase 37, após vários anos desbravando o norte da África como empreiteiro e comerciante de armas. Esse é o resumo, superficialíssimo da vida de Jean-Nicolas-Arthur Rimbaud, nascido em 20 de outubro de 1854, na pequena cidade de Charleville, que fica na região de Champagne-Ardene, noroeste da França, fazendo fronteira com a Bélgica. Interessante é a bandeira dessa província: dois corações, um verde e um amarelo, entrelaçados - brasileiríssimo.

Interessantemente as influências deste jovem poeta, na época apelidado até de
L'enfant Shakespeare (o jovem Shakespeare) não morreram junto com ele, pelo contrario, continuam crescendo a cada dia. Até hoje muitos – não só poetas – conclamam Rimbaud como uma importante influência. Nesse time estão pessoas do quilate de Vinícius de Moraes; os Simbolistas e Surrealistas; Cazuza; Jim Morrisson e outros tantos Beatniks como Jack Kerouac, William S. Burroughs e Allen Ginsberg. A ideologia libertária da juventude revolucionária dos anos 60 e 70 encontrou respaldo na poesia e na própria vida de Rimbaud. Enfim, o conceito de liberdade na cultura ocidental tem um toque desse revolucionário poeta menino.

Depois de tanto revolucionar o mundo, Rimbaud chega ao Brasil em uma tradução que corresponda seu valor, em edição bilíngüe. Apesar de várias poesias esparsas já se encontrarem em português, não havia nada tão meticuloso relacionado a ele no pais. O trabalho do tradutor e também poeta Ivo Barroso, estudioso de Rimbaud desde os anos 50 quando publicou a tradução do “Soneto das Vogais” no suplemento dominical do Jornal do Brasil, seguindo pelos anos 70 quando publicou a tradução de “Une Saison En Enfer” (Uma estadia no inferno)” e finalmente em 1994, ao finalizar o primeiro volume da coleção sobre a qual falamos: a Poesia Completa de Arthur Rimbaud.

Neste primeiro volume, é possível vislumbrar toda a preocupação do tradutor em manter a métrica, o ritmo, a rima e o máximo possível das sutilezas do verso e da personalidade do jovem poeta francês, enfim, respeitar a essência da poesia de Rimbaud. O trabalho de tradução durou muitos anos de dedicação integral, garimpando-se mundo afora livros, variantes, curiosidades sobre o poeta. É nesse livro onde se percebe as idéias e versos que contaminaram milhares de outros poetas posteriores Rimbaud. Aqui vai um exemplo:

Le Bateau Ivre

Comme je descendais des Fleuves impassibles,
Je ne me sentis plus guidé par les haleurs:
De Peaux-Rouges criards les avaient pris pour cibles
Les ayant cloués nus aux poteaux de couleurs.

J' étais insoucieux de tous les équipages,
Porteur de blés flamands ou de cotons anglais.
Quand avec mes haleurs ont fini ces tapages
Les Fleuves m'ont laissé descendre où je voulais.

...................................

Plus douce qu'aux enfants la chair des pommes sures,
L'eau verte pénétra ma coque de sapin
Et des taches de vins bleus et des vomissures
Me lava, dispersant gouvernail et grappin.

Et dès lors, je me suis baigné dans le Poème
De la Mer, infusé d'astres , et lactescent,
Dévorant les azurs verts; où, flottaison blême
Et ravie, un noyé pensif parfois descend;

...................................

Si je désire une eau d'Europe, c'est la flache
Noire et froide où vers le créspuscule embaumé
Un enfant accroupi plein de tristesses , lâche
Un bateau frêle comme un papillon de mai.

Je ne puis plus, baigné de vos langueurs, ô lames,
Enlever leur sillage aux porteurs de cotons,
Ni traverser l'orgueil des drapeaux et des flammes,
Ni nager sous les yeux horribles des pontons.


O Barco Ébrio

Como descesse ao léu nos Rios impassíveis,
Não me sentia mais atado aos sirgadores;
Tomaram-nos por alvo os Índios irascíveis,
Depois de atá-los nus em postes multicores.

Estava indiferente às minhas equipagens,
Fossem trigo flamengo ou algodão inglês.
Quando morreu com a gente a grita dos selvagens,
Pelos Rios segui, liberto desta vez.

...................................

Mais doce que ao menino os frutos não maduros,
A água verde entranhou-se em meu madeiro, e então
De azuis manchas de vinho e vômitos escuros
Lavou-me, dispersando a fateixa e o timão.

Eis que a partir daí eu me banhei no Poema
Do Mar que, latescente e infuso de astros, traga
O verde-azul, por onde, aparição extrema
E lívida, um cadáver pensativo vaga;

...................................

Se há na Europa uma água a que eu aspire, é a mansa,
Fria e escura poça, ao crepúsculo em desmaio,
A que um menino chega e tristemente lança
Um barco frágil como a borboleta em maio.

Não posso mais, banhado em teu langor, ó vagas,
A esteira perseguir dos barcos de algodões,
Nem fender a altivez das flâmulas pressagas,
Nem vogar sob a vista horrível dos pontões.

Neste poema (parcialmente copiado), o Rimbaud cria a figura do barco louco, embriagado de infinito, navegando ao acaso, rumando ao desconhecido. O barco é, na verdade, uma metáfora para o poeta, o Eu, a incerteza da vida.

O segundo volume, ainda não lançado no Brasil, mas conforme o autor, está em processo de finalização, encontramos as cartas que Arthur Rimbaud mandava para sua família e amigos. As cartas datam do início de 1870 até 09 de novembro de 1891, um dia antes de sua morte, doente de tifo, sem uma perna, num hospital em Marselha, na França. Tive o prazer de ler este livro na versão em inglês, com tradução de outro expert em Rimbaud: Wyatt Mason.

Em 1870, Rimbaud tinha apenas 16 anos, e em suas cartas discutia poesia, criação poética e coerência entre a vida do poeta e sua poesia. Cartas maravilhosas, onde se percebe a genialidade do garoto. É nessa fase que ele inicia sua relação homossexual e turbulenta com Paul Verlaine, também um grande poeta francês, com o qual vai morar em Paris. Também é possível ler em várias das cartas, versões de alguns poemas ainda inacabados naquela época, para os quais Arthur pedia sugestões (ele gostava de discutir suas obras com amigos poetas) proporcionando uma visão mais profunda sobre a real significação daqueles versos.

É interessante ver a mudança no assunto das cartas a partir de 1875, onde Arthur, durante uma longa caminhada pela Europa (sim, à pé mesmo!) começa a se desinteressar pela poesia e, progressivamente, a correspondência do poeta que decretou a necessidade de se “reinventar o amor” torna-se a correspondência de um homem comum destinada a sua família distante. Durante essa segunda fase de sua vida, acompanhamos o poeta em sua jornada solitária pelo norte da África e por sua alma inquieta. Não há mais poesia, são apenas reflexões sobre o que efetivamente é a vida. Porém, entre pedidos de livros de agrimensura, dicionários de árabe, reclamações sobre o calor infernal da região e demais aspectos do choque cultural, vemos muitas reflexões sobre a vida, sem poesia, mas bastante tocantes. Tão impressionantes quanto seus versos que exalavam rebeldia, agonia e erotismo.

Em Harar, Etiópia, no ano de 1883.

Se está a procura de bons versos que destrincham a essência da alma, se busca inspiração para tocar a vida em frente, ou criar coragem para mudá-la radicalmente, encontrará nestes dois volumes deliciosamente inspiradores.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Só a polpa do "Pulp".

Bom, antes de tudo gostaria de desejar a todos um feliz ano novo, e que 2008 seja um ano muito bacana, cheio de paz, amor, saúde, boa música e sucesso na realização dos planos. Ficamos inativos por bom tempo, mas acredito que agora as postagens voltarão a ocorrer com frequência. Correções, sugestões, reclamações, saudações e algumas outras palavras terminadas com "ões" são bastante bem vindas, fiquem à vontade para entrar em contato e enviar material.

Para começar 2008, escolhi uma banda que gosto muito, e que li rumores de que talvez eles se reuniriam este ano para se apresentarem no festival Coachella, na California, e isso muito me empolgou, então acabei lendo mais a respeito da banda e procurando alguns videos para falar um pouco deles aqui, a banda de que estou falando é o Pulp.



O Pulp é uma banda inglesa liderada por Jarvis Cocker que teve inicio no final dos anos 70. Sua primeira apresentação foi em Julho de 1980 no Centro de Artes de Rotherham. Desde o início seu som era considerado algo entre "new wave" e "pos-punk". A banda teve várias mudanças de formação, e durante os 80's assinaram com um selo chamado "Fire Records" e lançaram varios singles com eles. Em 1987 lançaram um album, o Freaks, que foi gravado em uma semana sob pressão do selo. Levaram quase que um ano para lançar o que tinha sido gravado em uma semana, e no final das contas o disco não foi tão bem recebido. Nessa mesma época, Cocker caiu de uma janela tentando impressionar uma garota, acabou no hospital e passou algum tempo em cadeira de rodas. Tal fato o deu um intervalo interessante para pensar sobre sua vida e objetivos, e mais tarde então, com o "Freaks" sendo fracasso de vendas, o Pulp deu um tempo com a ida de Cocker para Londres estudar cinema. Foi questão de pouco tempo para o Pulp voltar com outra formação e gravar o "Separations", album que tambem teve o lançamento prorrogado cerca de um ano com divulgações para tentarem um melhor impacto no mercado. Durante esse periodo de "preparação" eles lançaram o single "My Legendary Girlfriend" que foi muito bem recebido e levou o Pulp agora para um patamar acima em questão de reconhecimento. Frustrados com o fato de "Separations" ainda não ter sido lançado, eles assinaram contrato com a Gift Records em 1992 e então o lançaram.
Algum tempo depois assinaram com a Island Records e a partir daí seus lançamentos tiveram alcance nacional e internacional. A midia estava voltando atenção ao "Britpop", para bandas como Suede e Blur, e em 1994 o Pulp fez uma turnê nos EUA. Em 1995 eles alcançaram o ponto mais alto da fama com o lançamento do single "Common People" e com a performance muito bem recebida no festival de Glastonbury. Depois de alguns outros varios hits, Cocker causou grande polemica ao invadir o palco durante uma apresentação do Michael Jackson no Brit Awards de 1996. De 97 a 2002 usufruiram e se desgastaram bastante com a fama até lançarem o "This is Hardcore", album que já não trazia mais tanta música "felizinha e dançante" como os outros e que já anunciava tal desgaste por tanta exposição. Foi em 2002 então que a banda lançou um "greatest hits" e anunciou que deixariam o selo que trabalhavam até então, "Island records", e que resolveram dar um tempo com a banda e toda aquela fama que os cercavam.

Mark Webber, Steve Mackey, Jarvis Cocker, Nick Banks e Candida Doyle.


O "Hits", de 2002, foi lançado em video e audio, e consegui achar todas as músicas no youtube. Vou então postá-las aqui, com breves comentários, em sua maioria meramente descritivos sobre tão belos clipes, espero que gostem:

1- Babies
Um clipe quase que metalinguistico, já começa dizendo que "a promo video is simply an advertisement for a song", depois comenta sobre estrutura, estrutura da música, elementos como a luz, camera, ação, roteiro, tema, refrão, continuidade, cortes e etc...
A banda toca com roupas coloridas num ambiente branco, e paralelamente rola um pequeno enredo de duas mocinhas num quarto...



" Well it happened years ago when you lived on Stanhope Road.
We listened to your sister when she came home from school
'cos she was two years older and she had boys in her room.
We listened outside and heard her.
Alright. Well that was alright for a while but soon I wanted more.
I want to see as well as hear and so I hid inside her wardrobe.
And she came round four and she was
with some kid called David from the garage up the road
I listened outside I heard her.
Alright. Oh I want to take you home.
I want to give you children. You might be my girlfriend, yeah.
When I saw you next day I really couldn't tell 'cos you might go and tell your mother.
And so you went with Neve and Neve was coming on
And I thought I heard you laughing when his Mum and Dad were gone.
I listened outside, I heard you. Alright. Oh I want to take you home...etc.
Well I guess it couldn't last too long.
I came home one day and all her things were gone, I fell asleep inside.
I never heard her come. And then she opened up her wardrobe and I had to get it on.
Oh, listen we were on the bed when you came home, I heard you stop outside the door.
I know you won't believe it's true, I only went with her 'cos she looks like you.
Oh I want to take you home...[etc.]"


2- Razzmatazz

Ela e o "how to live in style"...
caixinha de música com uma bailarina...
gato preto... chocolates, ovos, manteiga, vegetais, brocolis, ração para o gato, escada...

a banda e o moulin rouge,
escova de dentes,
maquiagem,
palco brilhoso,
apartamento de papel de parede florido em algo tipo laranja...
e a música excelente!



"The trouble with your brother
he's always sleeping
with your mother
and i know that your sister
missed her time again this month

Am I talking too fast?
Are you just playing dumb?
If you want I can write it down

It shouldn't matter to you,
'cause aren't you the one
with your razamataz and the nights on the town?
uh-uh-uh

Oh you knew it and you blew it,
didn't you babe
I was lying when i asked you to stay
and now no one's gonna care
if you don't call them when you said
and he's not coming 'round tonight
to try and talk you into bed

and all those stupid little things,
they ain't working
No, they ain't working anymore

You started getting fatter
three weeks after i left you
now you're going with some kid
looks like some fat comedian

Are you gonna go out,
or are you staying at home
eating boxes of milktray?

it shouldn't matter to you
'cause aren't you the one
with your razamataz and the nights on the town?
uh-uh-uh

Oh you knew it and you blew it,
didn't you babe
I was lying when i asked you to stay
and now no one's gonna care if
you don't call them when you said
and he's not coming 'round tonight
to try and talk you into bed

and all those stupid little things,
they ain't working
no they ain't working anymore"



3- Lipgloss

Vários cartazes, anuncinado interesses e características.
A banda num ambiente multicolorido cheio de entradas e saídas,
paralelamente uma mocinha na cama procurando o corte de cabelo que te agrade,
de pele branquinha branquinha e labios mais-que-vermelhos:
"Does this turn you on!?"



"No wonder you're looking thin
when all that you live on
is lipgloss and cigarettes
And scraps at the end of the day when
he's given the rest
to someone with long black hair
All those nights in, making such a mess of the bed
Oh you never ever want to go home
And he wants you so you may as well hang around for a while
call your Dad on the phone
He changed his mind last Monday
so you've got to leave by Sunday
yeah
You've lost your lipgloss Honey
Oh yeah
Now nothing you do
can turn him on
there's something wrong
You had it once
but now it's gone
And you feel such a fool
for laughing at bad jokes
and putting up with all of his friends
and kissing in public
What are they going to say
when they run into you again?
That your stomach looks bigger
and your hair is a mess
and your eyes are just holes in your face
And it rains every day and when it doesn't
the sun makes you feel worse anyway
He changed his mind last Monday
so you've got to leave by Sunday
yeah
You've lost your lipgloss Honey
Oh yeah
Now nothing you do
can turn him on
there's something wrong
You had it once
but now it's gone
Though you knew there was no way
it was going to last for ever
it still shook you
when he told you in a letter
that he didn't
want to see you
You nearly lost your mind
Oh yeah
You've lost your lipgloss Honey
Oh yeah
Now nothing you do
can turn him on
there's something wrong
You had it once
but now it's gone
Oh yeah
Oh yeah
Oh yeah
ah-ah-ah-ah...
ooh-ooh-ooh-ooh...
Oh yeah"


4- Do You Remember The First Time?

Nesse clipe a camera vai fazendo espécies de 360º sob os ambientes,
e a cada vez que chega ao grau 0 ou 180, muda o ambiente, com ambientes aleatorios,
como se entrasse no chão e mostrasse o que estava acontecendo ali daquele lado de baixo...
mostrando episodios diferentes e paralelos... muito bacana!!!


"You say you've got to go home
'cos he's sitting on his own again this evening.
And I know you're gonna let him bore your pants off again.
Oh God, it's half past eight
you'll be late. Oh and you say you're not sure
though it makes good sense for you to live together.
Still you bought a toy to reach the places he never goes
and now it's getting late.
He's so straight.
Do you remember the first time?
I can't remember a worse time
but you know that we've changed so much since then,
oh yeah, we've grown.
Now I don't care what you're doing,
no I don't care if you screw him
just as long as you save a piece for me,
oh yeah now,
You say you've got to go home.
Well at least there's someone there that you can talk to
and you'll never have to face up to a night on your own.
Jesus, it must be great to be straight.
Do you remember the first time?"


5- Common People

O clipe começa numa danceteria multicolor,
até que aparece ela, que estudava escultra em St. Martin's College,
dizendo que queria viver como "common people"...
foram então para um supermercado...
mas achei aquele lugar nada comum...
diria um supermercado pop art...
cheio de produtos cor-de-rosa e amarelo escrito PULP...
e quando chegam ao refrão, falam das pessoas comuns, e as imagens ao fundo são de gente lavando a janela de casa, outro abrindo a janela ao lado e fugindo com a tv, crianças brincando, casais se beijando, pessoas estendendo roupas nas janelas e outros fatinhos corriqueiros...
quando volta com as pessoas na danceteria...
os movimentos vão, congelam e voltam... muito bom!!!
e a banda toca num palco tipo pista de dança, com chão quadriculado, e muito bem iluminado!
rola até uma briga na danceteria antes das pessoas começarem a bater palmas e fazerem dancinhas sincronizadas!!!




"She came from Greece she had a thirst for knowledge
she studied sculpture at St Martin's college
that's where I
caught her eye
She told me that her Dad was loaded
I said "In that case I'll have rum and coca-cola."
she said "Fine,"
and then in thirty seconds time she said
"I want to live like common people
I want to do whatever common people do
I want to sleep with common people
I want to sleep with common people like you."
Well what else could I do?
I said "I'll see what I can do."

I took her to a supermarket
I don't know why, but I had to start it somewhere
so it started there
I said "Pretend you've got no money."
but she just laughed an said "Oh you're so funny."
I said "Yeah?
Well I can't see anyone else smiling in here
Are you sure you want to live like common people
you want to see whatever common people see
you want to sleep with common people
you want to sleep with common people like me?"
But she didn't understand
she just smiled and held my hand

Rent a flat above a shop
cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
pretend you never went to school
But still you'll never get it right
`cos when you're laid in bed at night
watching roaches climb the wall
if you called your Dad he could stop it all
Yeah
You'll never live like common people
you'll never do what common people do
you'll never fail like common people
you'll never watch your life slide out of view
and then dance, and drink, and screw
because there's nothing else to do

Sing along with the common people
sing along and it might just get you through
Laugh along with the common people
laugh along even though they're laughing at you
and the stupid things that you do
because you think that poor is cool

Like a dog lying in a corner
they will bite and never warn you
Look out
they'll tear your insides out
[something muffled underneath, maybe: I'm sorry,
Mr Dalton, there's no need to be concerned]
`cos everybody hates a tourist
especially one who thinks it's
all such a laugh
yeah and the chip stain's grease will come out in the bath
You will never understand
how it feels to live your life
with no meaning or control
and with nowhere else to go
You are amazed that they exist
and they burn so bright whilst you can only wonder why

Rent a flat above a shop
cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
pretend you never went to school
But still you'll never get it right
`cos when you're laid in bed at night
watching roaches climb the wall
if you called your Dad he could stop it all
You'll never live like common people
you'll never do what common people do
you'll never fail like common people
you'll never watch your life slide out of view
and dance, and drink, and screw
because there's nothing else to do

I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
I want to live with common people like you
Aa-aa-ah la la la la...
Oh yeah."


6- Sorted for E's & Wizz

A música é linda demais e as imagens são de uma apresentação com publico gigantesco...



"Oh is this the way they say the future's meant to feel?
Or just twent thousand people standing in a field
And I just don't quite understand what this feeling is
But that okay cos we're all sorted out for E's and Wizz
And tell me when the spaceship lands
Cos all this has just got to mean something

CHORUS
In the middle of the night
It feels alright but then tomorrow morning
Ohh Ohh when you come down

Oh yeah the pirate radion told us what was going down
Got the tickets from some messed up bloke in Camden Town
And no one seems to know exactly where it is
But that's okay, cos we're all sorted out for E's and Wizz
At 4 0'clock the normal world seems very very very far away
Hey hey

CHORUS

Just keep on moving
Everybody asks your name they say we're all the same
And now it's "Nive one, Geezer"-that's far the conversationwent
I lost my friends, I dance alone, it's 6 o'clock, I wanna gohome
But it's no way not today, makes you wonder what it meant
And thi hollow feeling grows and grows and grows and grows
And you wanna call your mother and say,
"Mother, I can never come home again because I seem to haveleft
an important part of my brain somewhere in a field inHampshire."
Alright

CHORUS

Ooohh Oohh when you come down
Oohh what if you never come down?"


7- Disco 2000

"once upon a time..."
enquanto a guitarrona valvuladissima começa a música, uma especie de capa de disco animada aparece com um relógio, e o enredo começando na lavanderia para ela...
e fechando a loja para ele...
ela, Deborah, meio triste e agoniada com o tempo passando e ela ali na lavanderia...
ele vai cortar o cabelo!!!
ela volta para casa e deixa a tv ligada...
ele mexe em seus discos e escolhe um do Pulp para ouvir...
coincidentemente ela está no onibus ouvindo um cdzinho do Disco 2000...
e o tempo passa...e a falta de sentido continua...
ele ouvindo a múisca e pensando no que fazer...
ela corta as unhas e também começa a se vestir para sair...
ele faz o mesmo...
durante todo o clipe, aparecem várias pessoas em preto e branco não animadas nos ambientes...
ambos acabam indo para a mesma discoteca de chão vermelho e azul e lá se encontram!
e o jogo de sedução começa...
ele vai ao banheiro e dá um trato no cabelo...
e tudo acontece!!!
um grande beijo, um bom apertão,
e acabam saindo juntos da discoteca...
pegam um taxi (para impressioná-la! rsrsrs) e vão parar num sofá vermelho numa sala de tapete roxo...
depois já aparecem na cama de um quarto com um papel de parede bacana...
o soutien aparece se pendurando no lustre...
e no final...
enquanto ela espera que tenha sido tão bom para ele quanto para ela...
ele fica se perguntando se ela vai querer ve-lo novamente!
e terminam querendo trocar de canal...



"Well we were born within an hour of each other.
Our mothers said we could be sister and brother.
Your name is Deborah, De-bor-ah. It never suited you.
And they said that when we grew up, we'd get married
and never split up. Oh we never did it, although I often thoughtof it.

CHORUS
Oh Deborah, do you recall? Your house was very small
with wood-chip on the wall. When I came round to call
you didn't notice me at all, and I said: "Let's all meet up inthe year 2000.
Won't it be strange when we're all fully grown?
Be there two o'clock by the fountain down the road."
I never knew that you'd get married. I would be living
down here on my own on that damp and lonely Thursday years ago.


You were the first girl at school to get breasts and Martin saidthat
you were the best. Oh, the boys all loved you, but I was amess.
I had to watch them try and get you undressed. We were friendsand
that's as far as it went. I used to walk you home sometimes butit meant;
Oh, it meant nothing to you `cause you were so popular.

CHORUS

Do it, Oh yeah, Oh yeah. And now it's all over. You've paid yourmoney
and you've taken your choice and I know we'll never meet again.But Deborah,
I just wanted you to know I remember every single thing.

CHORUS

Oh, what are you doing Sunday, baby? Would you like to come andmeet me, maybe?
You can even bring your baby. Ooh ooh-ooh-ooh-ooh.. What are youdoing Sunday, baby?
Would you like to come and meet me, maybe? You can even bringyour baby.
Ooh ooh-ooh-ooh-ooh.. Ooh ooh-ooh-ooh-ooh ooh"


8 - Something Changed

Outro clipe com ambiente de iluminação fatal e camera dinâmica...
dessa vez as coisas não são tão coloridas, mas a iluminação é perfeita e sincronizada com a música...
a camera as vezes é giratoria... mas trabalha diferente do que rola em "do you remember the first time?"...
a colocação dos holofotes é um charme... é mostrada num take que a camera sobe bastante...



"I wrote this song two hours before we met
I didn’t know your name or what you like yet
Oh, I could have stayed at home and gone to bed
I could have gone to see a film instead
You might have changed your mind and seen your fiend
Life could have been very different but then
Something changed

Do you believe that there’s someone up above?
And does he have a timetable directing acts of love?
Why did I write this song on that one day?
Why did you touch my hand and softly say
“Stop asking questions that don’t matter anyway
Just give us a kiss to celebrate here today
Something changed”

When we woke up that morning we had no way of knowing
That in a matter of hours we changed the way we were going
Where would I be now, where would I be now
If we have never met?
Would I be singing this song to someone else instead?
I dunno but like you just said
Something changed"


9 - Help the Aged

Começa com um quadro na parede verde, iluminação meio que laranja...
Jarvis Cocker está passando sentado... numa cadeira daquelas de adaptação para subir escadas...
e no andar de cima está a banda... as cores continuam forçadas para o verde e laranja...
do nada aparecem pessoas... mulheres bonitas e homem super barbudos!!!
um casal dançando, outro jogando tenis de mesa...
até que na outra vez que Cocker senta na cadeira para subir mais um andar...
ele sobe até o universo... fantastico!!!
no outro refrão a banda já está num ambiente todo branco e preto...
de luzes fortes... e estruturas gigantescas...
e o local que eles estão tocando...
esta subindo até tampar um furo no teto!!!
e aparecem do lado de fora da estrutura, no espaço!!!



"Help the aged,
One time they were just like you, drinking, smoking cigs andsniffing glue.
Help the aged, don't just put them in a home,
Can't have much fun in there all on their own.
Give a hand, if you can, try and help them to unwind.
Give them hope & give them comfort 'cos they're running out oftime.
In the meantime we try.
Try to forget that nothing lasts forever.
No big deal so give us all a feel.
Funny how it all falls away.
When did you first realise?
It's time you took an older lover baby.
Teach you stuff although he's looking rough.
Funny how it all falls away.
Help the aged 'cos one day you'll be older too
You might need someone who can pull you through
And if you look very hard behind the lines upon their
Face you may see where you are headed and it's such a lonelyplace.
In the meantime we try, etc.
You can dye your hair but it's the one thing you can't change.
Can't run away from yourself.
In the meantime we try, etc. Funny how it all falls away.
So help the aged....."


10- This is Hardcore

Começa com pessoas fazendo testes para algum papel...
a bateria de bumbo profundo...até o piano entrar na jogada...
a sala com o piano, como se fosse numa noite de tempestade...
a pianista de vestido vermelho...
a policia numa cena de crime...
e era apenas uma cena mesmo... e recomeçam o take...
e outras cenas vão aparecendo assim...
uma infermeira mexendo na bolsa da paciente em coma...
Jarvis de olhar triste do outro lado de um vidro com um grande rombo...
uma grande briga numa festa...
alguns homens chegando metralhando tudo num escritorio...
dançarinas loiras, com roupas douradas e penachos azuis... dançando deitadas, num grande circulo...
num chão todo preto...
dão movimento ao circulo que formam, muito bacana...
depois aparecem num ambiente com um grande lustre... e paredes vermelhas...
dessa vez não tem nada com aquele clima dançante e de alegria que tem na maioria dos outros videos e músicas...



"You are hardcore, you make me hard.
You name the drama and I'll play the part.
It seems I saw you in some teenage wet dream.
I like your get-up if you know what I mean.
I want it bad.
I want it now.
Oh can't you see I'm ready now.
I've seen all the pictures, I've studied them forever.
I wanna make a movie so let's star in it together.
Don't make a move 'til I say "Action."
Oh here comes the Hardcore life.
Put your money where your mouth is tonight.
Leave your make-up on and I'll leave on the light.
Come over here babe and talk in the mic.
Oh yeah I hear you now.
It's gonna be one hell of a night.
You can't be a spectator. Oh no.
You got to take these dreams and make them whole
Oh this is Hardcore -
there is no way back for you.
Oh this is Hardcore -
this is me on top of you
and I can't believe it took me this long.
That it took me this long.
This is the eye of the storm.
It's what men in stained raincoats pay for
but in here it is pure. Yeah.
This is the end of the line.
I've seen the storyline played out so many times before.
Oh that goes in there.
Then that goes in there.
Then that goes in there.
Then that goes in there.
And then it's over.
Oh, what a hell of a show
but what I want to know:
what exactly do you do for an encore?
Cos this is Hardcore. "


11- A Little Soul
Outra música de clima mais triste e sério, aqui as crianças fazem tudo que era para os adultos da banda fazerem, desde segurar microfone, cantar, ligar amplificadores, tocar piano, baixo, montar bateria...



"Hey man,
how come you treat your woman so bad?
That's not the way you do it. No, no, no..
you shouldn't do it like that.
I could show you how to do it right.
I used to practice every night on my wife now she's gone. Yeah, she's gone.

You see your mother and me
we never got along that way you see.
I'd love to help you but everybody's telling me you look like me
but please don't turn out like me.
You look like me
but you're not like me I know.
I had one, two, three, four shots of happiness.
I look like a big man but I've only got a little soul.
I only got a little soul.

Yeah, I wish I could be an example.
Wish I could say I stood up for you and
fought for what was right. But I never did.
I just wore my trenchcoat and stayed out every single night.
You think I'm joking? Well, try me. Yeah, try me. Yeah come on, try me tonight.
I did what was wrong though I knew what was right.
I've got no wisdom that I want to pass on. Just don't hang 'round here, no,
I'm telling you son. You don't wanna know me.
Oh, that's just what everybody's telling me.

& everybody's telling me you look like me but please don't turn into me.
You look like me but you're not like me I hope.
I have run away from the one thing that I ever made.
Now I only wish that I could show you - wish I could show a little soul.
Wish I could show a little soul. [x3]"


12- Party Hard

Ambiente de paredes pretas, estrelas brilhosas e chão branco...
disposições por instrumentos, cada um num patamar...
tipo palco de programa de auditorio...
dançarinas de blusinhas azuis, saias brancas e calcinhas vermelhas...
daquele tipão de torcidas de futebol americano...
dançam uns breaks malucos...
e alguns takes são só das dançarinas com fundo com coraçõeszinhos brancos
em fundo vermelho que vai mudando de padrões e cores...
rola até uma chuva de gliter prata só na frente da camera! rsrsrsrs
uma chuva de balões rosas no finalzinho da música...
Jarvis pega um para ele, se abraça ao balão que estoura...
e as dançarinas todas aparecem organizadinhas no final... dizendo um grande "ahhh!"



"I used to try very hard to make friends with everyone on the planet.
I've seen you havin' it, havin' it yeah
but now you've just had it.
Entertainment can sometimes be hard
when the thing that you love
is the same thing that's holding you down.
This man is dangerous,
he just shed his load on your best party frock.
Before you enter the palace of wisdom you have to decide:
are you ready to rock?
Oh can you party with me?
Can you show me a good time?
Do you even know what one looks like?
And I don't need to hear your stories again -
just get on the floor and show me what you're made of.
Just what exactly are you made of?
Baby, you're driving me crazy.
Baby, you're driving me crazy.
I was having a whale of a time until your uncle Psychosis arrived.
Why do we have to half kill ourselves just to prove we're alive?
I'm here whenever you need me
and whenever you need me
I won't be here.
And have you ever stopped to ask yourself?
if you didn't come to party, then why did you come here?
Baby, you're driving me crazy.
Baby, you're driving me crazy.
And do you really want to know
just how come you turned out so dumb?
When the party's over will you come home with me?
Now the party's over will you come home to me.
Will you come home to me?"


13- Pulp - Trees

Um ambiente todo preto com arvores grandes e as luzes vindo pelos lados...
dando a eles só contornos brancos no ambiente escuro!!!
Alguns dançarinos... e imagens cruzadas... deixando impressões de movimentos fantásticos...
quando uma hora as luzes se apagam e o fundo fica vermelho...
só as sombras aparecem... tanto da banda, quanto das pessoas dançando!!!
muito bacana!!!



"I took an air rifle
Shot a magpie to the ground
And it died without a sound

Your skin's so pale
Against the fallen autumn leaves
No-one saw us but the trees

Yeah, the trees
Those useless trees
Produce the air
That I am breathing

Yeah, the trees
Those useless trees
They never said
That you were leaving

I carved your name
With a heart just up above
Now swollen, distorted
Unrecognisable, like our love

You smell of leaf mould
And the sweetness of decay
Or the incense at the funeral procession here today

And the trees
Those useless trees
Produce the air
That I am breathing

Yeah, the trees
Those useless trees
They never said
That you were leaving

Ah

Try to shape the world to what you want the world to be
Carving your name a thousand times won't bring you back to me

Oh, no, I might as well
I might as well go tell it to the trees, yeah

Oh yeah, the trees
Those useless trees
Produce the air
That I am breathing

Yeah, the trees
Those useless trees
They never said
That you were leaving

Go and tell it to the trees, yeah
Go tell it to the trees, yeah
Go tell it to the trees, yeah
Go tell it to the trees, yeah
Go tell it to the trees, yeah"


14- Bad Cover Version
o que da pra dizer sobre isso!?
hAUEhaeuehauEAHuHEAuHEAuHEAUEAUHAE
geniais!!! AEHuEAHUEeauHEAuEUAAEUhEAUhUEAHUEH



"The word's on the street: you've found someone new.
If he looks nothing like me I'm so happy for you.
I heard an old girlfriend has turned to the church -
she's trying to replace me, but it'll never work.
'Cos every touch reminds you of just how sweet it could have been
And every time he kisses you it leaves behind the bitter taste of saccharine.
A bad cover version of love is not the real thing.
Bikini-clad girl on the front who invited you in.
Such great disappointment when you got him home -
the original was so good; the one you no longer own.
And every touch reminds you of just how sweet it could have been
And every time he kisses you, you get the taste of saccharine.
It's not easy to forget me, it's so hard to disconnect
When it's electronically reprocessed to give a more life-like effect.

Aah, sing your song about all the sad imitations that got it so wrong
It's like a later "Tom & Jerry" when the two of them could talk
Like the Stones since the Eighties, like the last days of Southfork.
Like "Planet of the Apes" on TV, the second side of "'Til the Band Comes in"
Like an own-brand box of cornflakes: he's going to let you down my friend."


15- Sunrise
ao vivo... com luzes otimas... e pressão sonora de gente grande... como sempre!!! :D

"I used to hate the sun because it shone on everything I'd done.
Made me feel that all that I had done was overfill the ashtray ofmy life.
All my achievements in days of yore range from pathetic topiss-poor,
But all that's gonna change.
Because here comes sunrise.

Yeah, here's your sunrise.
I used to hide from the sun,
tried to live my whole life underground.
Why'd you have to rise & ruin all my fun?
Just turned over,
Closed the curtains on the day. But here comes sunrise.
Yeah, here's your sunrise when you've been awake all night long
And you feel like crashing out at dawn.
But you've been awake all night, so why should you crash out atdawn?"